Intercâmbio: Muito mais que aprender uma língua estrangeira!

Nathalia Picoreli Paschoal é de Maringá, tem 18 anos e retornou da Argentina, onde foi recebida pelo Distrito 4895 pelo Intercâmbio de Longa Duração. De 02 de fevereiro a 11 de dezembro de 2018 ela morou em Baradero, que fica a 2 horas e meia de Buenos Aires.

“Foi a melhor decisão eu ter vivido na Argentina. Acredito que muitas pessoas podem achar que não compensa fazer intercâmbio em um país tão próximo, mas garanto que me apaixonei totalmente, são outros hábitos, outra cultura, algo inexplicável”.

Esta foi a primeira experiência internacional e sem a família.  Para a estudante do 3º ano do Ensino Médio, além de aprender um novo idioma, o que mais lhe agregou foram os afetos que criou. “Sinto muita saudade das pessoas, da minha família e se Deus abençoar, este ano ou no próximo, pretendo visitá-los”.

Nathalia cita também outros ganhos, como a independência e mais força de vontade. “Comecei a cozinhar porque lá eu tinha que cozinhar. Consegui, não sou master chef, mas agora sei me virar. Aprendi que tem coisas que não dá para fazer sozinho. Por exemplo, tive a felicidade de ter a minha mãe argentina falando bem português e eu não sabia nada do idioma deles, não conseguia falar, entender. Ela me ajudou muito durante o ano, nas tarefas da escola, hoje volto falando bem, não fluente, mas conseguindo me virar”.

Ademar Paschoal, pai de Nathalia, afirma que a família a incentivou a fazer o intercâmbio porque ele lhe traria amadurecimento com a possibilidade de ver outras realidades e exercitar a convivência com pessoas desconhecidas e de outra cultura. “Foi difícil ficar sem a Nathalia, mas hoje com as redes sociais e whatsApp conseguimos acompanhar em tempo real o que ela fazia por lá. Recomendamos a todos que tenham oportunidade, que façam o intercâmbio, pois é um ganho muito grande para o jovem”.

Para sua “mãe” argentina, foi uma experiência muito válida para todos. “Ela chegou um pouco tímida, com grande expectativa, mas ao longo do tempo foi se desenvolvendo e a experiência lhe permitiu crescer como pessoa. Embora sejamos países irmãos, temos nossas diferenças culturais e ela soube tirar de letra todas as dificuldades”, comenta a argentina Lau Ramizes.

 Por Larissa Nakao

Comunicação Corporativa

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